Phishing é um dos ataques cibernéticos mais antigos e, ainda assim, o mais eficiente contra empresas brasileiras até hoje.

Em 2025, o Brasil registrou 553 milhões de tentativas de golpes de phishing em apenas 12 meses, o equivalente a 1,5 milhão de ataques por dia, consolidando o país como líder nessa modalidade criminosa na América Latina.

O dado impressiona, porém o que realmente preocupa não é o volume, mas a sofisticação crescente das abordagens: com o uso de inteligência artificial, mensagens fraudulentas tornaram-se tão convincentes que enganam até colaboradores experientes.

Entender o que é phishing, como ele se manifesta no cotidiano corporativo e como proteger o ambiente da empresa é o primeiro passo para não fazer parte dessa estatística. Continue lendo.

 

O que é phishing e como esse golpe funciona?

Phishing é uma técnica de ataque baseada em engenharia social, ou seja, em manipular pessoas para que tomem ações prejudiciais, como clicar em links maliciosos, fornecer credenciais de acesso ou autorizar transferências financeiras.

O termo vem da palavra inglesa fishing, pescar, e a analogia é precisa: o criminoso lança uma isca digital e aguarda que a vítima morda.

Ao contrário do que muitos gestores acreditam, o phishing raramente depende de falhas técnicas complexas. Isso porque seu vetor principal é o comportamento humano.

Um e-mail aparentemente enviado pelo banco, uma mensagem de texto com um link de rastreamento de entrega, uma notificação urgente do departamento de TI pedindo redefinição de senha: todos esses são exemplos de iscas que exploram a pressa, a confiança e a falta de atenção do dia a dia corporativo.

Quando a isca funciona, as consequências variam desde o roubo de credenciais de acesso a sistemas críticos até a instalação silenciosa de malware que permanece dormindo no ambiente por semanas antes de acionar um ataque de ransomware.

Portanto, compreender phishing é compreender um dos principais caminhos de entrada para incidentes muito mais graves.

 

Quais são os tipos mais comuns de phishing nas empresas?

O phishing evoluiu significativamente nos últimos anos, passando de mensagens genéricas e cheias de erros gramaticais para abordagens altamente personalizadas, que imitam com precisão o estilo de comunicação de fornecedores, colegas e até líderes da própria organização.

Conhecer os tipos mais frequentes ajuda a persona a reconhecer o ataque antes de clicar.

Veja:

Phishing por e-mail

O modelo mais clássico e ainda o mais prevalente. O criminoso envia um e-mail se passando por uma instituição conhecida, como um banco, operadora de software, fornecedor ou órgão governamental, induzindo o destinatário a clicar em um link que redireciona para uma página falsa ou a baixar um anexo contendo malware.

Em ambientes corporativos, mensagens se passando por comunicados do RH, notificações de sistemas internos ou faturas de fornecedores são os formatos mais utilizados, isso porque exploram contextos que o colaborador já espera receber.

Spear phishing: o ataque direcionado

O spear phishing é uma variante personalizada do phishing convencional, direcionada a alvos específicos, como um diretor financeiro, um analista de TI ou um gestor de compras.

Antes de agir, o criminoso pesquisa informações sobre a vítima em redes sociais, no site da empresa e em fontes abertas, construindo uma mensagem que parece completamente legítima.

Por exemplo, um e-mail aparentemente enviado pelo CEO solicitando uma transferência urgente para um fornecedor novo é uma das formas mais comuns de spear phishing em ambientes corporativos, conhecida também como BEC (Business Email Compromise).

Smishing: phishing por SMS e aplicativos de mensagem

O smishing utiliza mensagens de texto enviadas por SMS, WhatsApp ou outras plataformas de mensageria para distribuir links maliciosos.

É especialmente eficaz porque o contexto mobile cria uma sensação de urgência e informalidade que reduz o tempo de análise crítica antes do clique. Mensagens como alerta de entrega de encomenda, notificação de cobrança indevida ou comunicado de atualização cadastral são as abordagens mais frequentes.

Aliás, criminosos utilizam automação com RPA para disparar milhões de mensagens de smishing em questão de horas, ampliando o alcance dos ataques de forma exponencial.

Vishing: phishing por voz

O vishing ocorre por ligação telefônica, com criminosos se passando por atendentes de banco, técnicos de suporte de TI ou representantes de fornecedores.

No ambiente corporativo, o vishing frequentemente acompanha um e-mail de phishing enviado anteriormente, funcionando como segundo estágio da abordagem: a ligação confirma o e-mail e adiciona urgência para que a vítima tome a ação solicitada antes de questionar.

A adoção de inteligência artificial para clonar vozes de pessoas conhecidas já foi documentada em casos recentes, tornando essa modalidade ainda mais difícil de identificar.

 

Como identificar uma tentativa de phishing no ambiente corporativo?

Reconhecer os sinais de um ataque de phishing exige atenção a detalhes que, na correria do dia a dia, passam despercebidos. Treinamentos periódicos aumentam significativamente a capacidade das equipes de identificar essas ameaças antes de agir.

Os indicadores mais frequentes incluem:

•        Remetente com domínio ligeiramente diferente do original, como @microsoft-suporte.com em vez de @microsoft.com

•        Urgência artificial na mensagem, com prazos curtos e ameaças de bloqueio ou multa para pressionar uma ação imediata

•        Links que, ao serem inspecionados sem clicar, revelam URLs diferentes do destino declarado no texto

•        Solicitação de credenciais, dados bancários ou autorização de transferência por canais não habituais

•        Anexos com extensões incomuns ou nomes genéricos como fatura.pdf.exe ou nota_fiscal.zip

•        Mensagens que chegam fora do horário habitual ou de contatos com os quais não há interação frequente

 

Contudo, é importante reconhecer que ataques bem elaborados de spear phishing podem passar por todos esses filtros visuais. Por isso, a identificação humana precisa ser complementada por ferramentas tecnológicas que analisam o conteúdo, o remetente e o comportamento da mensagem de forma automatizada e em tempo real.

Quais são as consequências de um ataque de phishing bem-sucedido?

O impacto de um ataque de phishing vai muito além da mensagem inicial. Na maioria dos casos, o phishing funciona como ponto de entrada para ameaças mais graves, tornando o ambiente da empresa vulnerável a consequências que se estendem por semanas ou meses após o clique.

·        Comprometimento de credenciais corporativas: com login e senha em mãos, o criminoso acessa e-mails, sistemas internos, ambientes de nuvem e dados de clientes, frequentemente repassando essas credenciais para outros grupos criminosos.

 

·       Instalação de malware e ransomware: anexos maliciosos ou redirecionamentos para páginas comprometidas instalam softwares que monitoram a rede, roubam dados ou, no caso do ransomware, criptografam arquivos e paralisam completamente a operação.

 

·        Fraude financeira por BEC: spear phishing direcionado a gestores financeiros pode resultar em transferências para contas fraudulentas, com perdas que raramente são recuperadas após a confirmação da operação.

 

·     Sanções por exposição de dados pessoais: quando o phishing resulta em acesso indevido a dados de clientes ou colaboradores, a empresa pode enfrentar obrigações de notificação e sanções da ANPD, com multas de até 2% do faturamento anual, conforme a LGPD.

 

·        Danos à reputação e perda de confiança: clientes, parceiros e fornecedores impactados por um incidente originado em phishing frequentemente reconsideram a relação com a empresa, gerando um custo reputacional difícil de mensurar e mais difícil ainda de recuperar.

 

Como proteger sua empresa contra phishing com a Frayha e o Microsoft Defender

A proteção eficaz contra phishing começa pelo reconhecimento de que treinamento de colaboradores e filtros básicos de spam não são suficientes diante da sofisticação atual dos ataques.

Uma estratégia robusta combina camadas tecnológicas com processos e governança, cobrindo tanto a detecção automatizada quanto a resposta rápida a incidentes.

Microsoft Defender for Office 365: proteção nativa e avançada

O Microsoft Defender for Office 365 oferece proteção multicamada especificamente projetada para combater phishing no ambiente corporativo.

O Plano 1 protege e-mails e ambientes de colaboração contra malware, phishing e ataques de comprometimento de e-mail corporativo de dia zero, incluindo links maliciosos em anexos e mensagens do Teams.

O Plano 2, por sua vez, adiciona simulações de phishing para treinamento das equipes, investigação pós-incidente, resposta automatizada e visibilidade avançada sobre tentativas de ataque ao longo do tempo, permitindo identificar padrões antes que se tornem incidentes.

Primeiros passos práticos para reduzir a exposição agora

Independentemente do estágio atual de maturidade em segurança, algumas medidas reduzem imediatamente a superfície de ataque de phishing em qualquer empresa:

•        Ativar autenticação multifator (MFA) para todos os usuários, especialmente em contas com acesso a sistemas críticos

•        Configurar registros SPF, DKIM e DMARC no domínio corporativo para dificultar a falsificação do remetente

•        Realizar simulações periódicas de phishing para treinar colaboradores em condições realistas

•        Estabelecer um canal claro de reporte de mensagens suspeitas, com resposta ágil da equipe de TI

•        Revisar permissões de acesso para que um colaborador comprometido não exponha todo o ambiente

 

A Frayha implementa e gerencia essas camadas de proteção de forma integrada, configurando o Microsoft Defender for Office 365, estruturando políticas de identidade e acesso com o Microsoft Entra ID, e conduzindo simulações de phishing para medir e melhorar continuamente o nível de conscientização das equipes.

Para empresas que ainda dependem de filtros de spam básicos e treinamentos pontuais, o diagnóstico gratuito da Frayha é o ponto de partida para entender onde estão as lacunas reais e como fechá-las antes que um ataque bem-sucedido revele o que poderia ter sido evitado.

👉Solicite um diagnóstico gratuito e descubra como sua empresa está posicionada contra ataques de phishing.

 

FAQ: Perguntas frequentes sobre phishing

Phishing é o mesmo que spam?

Não. Spam é qualquer mensagem não solicitada enviada em massa, geralmente com fins comerciais. Phishing é uma categoria específica de ataque com intenção criminosa: enganar o destinatário para roubar dados, credenciais ou dinheiro. Todo phishing por e-mail pode parecer spam, mas nem todo spam é phishing.

Funcionários bem treinados são suficientes para proteger a empresa?

Treinamento é essencial, porém não suficiente. Ataques modernos de spear phishing, criados com IA e baseados em informações reais sobre a vítima, podem enganar até colaboradores experientes. Por isso, a camada humana precisa ser complementada por ferramentas tecnológicas de detecção e resposta, como o Microsoft Defender for Office 365.

O que fazer quando um colaborador clica em um link de phishing?

O procedimento imediato inclui: desconectar o dispositivo da rede corporativa, notificar a equipe de TI, redefinir as credenciais do colaborador afetado e iniciar uma análise forense do ambiente para verificar se houve movimento lateral do ataque. Quanto mais rápida a resposta, menor a janela de exposição.

Minha empresa usa Microsoft 365. Já estou protegido contra phishing?

Parcialmente. O Microsoft 365 inclui proteções básicas contra phishing em todas as caixas de correio. Porém, as proteções avançadas, como Safe Links, Safe Attachments, proteção contra representação e simulações de ataque, estão disponíveis apenas no Microsoft Defender for Office 365, que precisa ser configurado corretamente para entregar proteção real. Simplesmente ter a licença não garante a proteção.

Phishing pode afetar usuários de Google Workspace também?

Sim. O phishing não é uma ameaça exclusiva do ecossistema Microsoft. Usuários de Google Workspace, plataformas de comunicação como Teams e Slack, e qualquer outro ambiente corporativo estão igualmente expostos, pois o ataque explora o comportamento humano, independentemente da ferramenta utilizada.

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